Como escolher um plano de saúde acessível em 5 passos

Como escolher um plano de saúde

Você provavelmente ouviu milhares de vezes por aí que a “saúde não espera”. Mas será possível escolher um plano de saúde acessível?

Nem todas as empresas oferecem plano. Até mesmo quem recebe o benefício fica preocupado sobre como mantê-lo diante da ameaça do desemprego. Tem quem acredite que não vale a pena, pois os custos mensais seriam altos demais. 

Por isso, o mais comum é que as pessoas recorram ao precário sistema de saúde público, aguardando meses por um atendimento. Quando podem, acabam optando pelo atendimento particular, que não sai nada barato. 

Mas será que dá para ter um plano de saúde sem comprometer as contas do mês?

Neste post, vamos te mostrar: 

  • Como saber se vale a pena ou não contratar um plano;
  • Como escolher aquele que encaixa melhor na sua situação;
  • Alternativas para quem realmente não tem condições de ter um plano.

Acompanhe!

Será que vale a pena ter plano de saúde?

Você tem pesquisado um plano de saúde ou acha que é caro demais para sua realidade? 

Fatores como a superlotação do SUS, reajustes periódicos e o avanço da idade populacional contribuem para o aumento nos preços dos planos. Porém, desde o ano passado a situação ficou ainda pior para o bolso do trabalhador, por conta dos efeitos socioeconômicos da pandemia.

A realidade é que manter um plano de saúde ficou ainda mais sufocante. Mas sim, é possível contornar o problema!

Em primeiro lugar, você deve avaliar sua idade e condição física. Se não realiza nenhum tipo de tratamento e vai ao médico apenas para exames de rotina, sua prioridade deve ser o plano de saúde mais básico.

Por que optar pelo plano de saúde?

Ah, prefiro guardar na poupança e deixar reservado para uma emergência!

É uma alternativa, porém arriscada. Todos estamos sujeitos aos imprevistos da vida, não é? Um acidente ou doença mais grave pode consumir todas as suas reservas, não ser suficiente e ainda gerar uma dívida no banco! 

Então por que não investir nesse tipo de seguro? Afinal, o plano de saúde serve para te proteger justamente dos imprevistos. 

Tranquilidade não tem preço. Por isso, se você tem condições de pagar, saiba que o investimento valerá a pena. 

Caso não tenha condições, estude novamente o seu orçamento. Será que não tem algum gasto que pode ser cortado ou reduzido? Onde você consegue economizar? Quais suas maiores prioridades no momento? 

Além disso, também é possível seguir as nossas 5 dicas para encontrar um plano de saúde de qualidade e ao mesmo tempo acessível. Continue acompanhando!

Como encontrar um plano que cabe no bolso?

Antes de tudo, faça você mesmo os cálculos. Simule quanto você pagaria por consultas, exames e internações avulsas no período de 1 ano. Faça o cálculo do quanto você gastaria apenas com exames e consultas de rotina. 

Provavelmente você vai perceber que vale mais a pena pagar uma mensalidade. O segredo é fazer uma boa pesquisa e entender quais as suas principais necessidades. Por exemplo: 

  • Você quer ser atendido na sua cidade ou vale todo o país? ;
  • Usa alguma especialidade mais do que as outras? ;
  • O plano é só para você ou engloba toda a família?;
  • A sua empresa oferece algum tipo de assistência, ainda que não seja plano de saúde?

Depois de analisar tudo isso, siga as dicas a seguir!

1. Busque alternativas menos convencionais

Recentemente, muitas startups surgiram com a proposta de oferecer atendimento médico a preço popular. As novas empresas focam no contato mais direto entre paciente e médico, reduzindo a burocracia e o tempo de espera. 

Existem casos em que a mensalidade começa a partir de R$ 20,00. A assinatura gera benefícios como descontos em exames e consultas, além da possibilidade de reembolso. 

A maior parte dessas opções não oferece seguro para casos complexos ou internações. Entretanto, isso pode ser uma opção interessante para quem é mais jovem e não sofre com problemas crônicos de saúde.

2. Entenda como funciona reembolso e carência

Esses itens são primordiais na hora de analisar a qualidade do plano! 

O processo de reembolso é fácil ou burocrático? 

O valor do reembolso é coerente com os preços praticados na sua região? 

Fique de olho no período de carência para não sair prejudicado. A ANS (Agência Nacional de Saúde) determina qual é o prazo máximo para você aguardar após uma contratação. Nos casos de urgência, ele deve ser de até 24 horas. 

3. Pesquise toda a rede de cobertura

A rede de cobertura diz respeito a todos os hospitais e instituições que você poderá frequentar ao contratar um plano. 

Por isso, deve-se considerar quais são os hospitais da lista, suas localizações e até a rotatividade (se o plano costuma substituir com frequência a rede de credenciados). 

Não esqueça também de observar as avaliações de outras pessoas. O que as pessoas estão dizendo? Como anda o índice de reclamações? Qual é a principal queixa de quem usa o plano?

Informe-se bem sobre os principais segmentos de cobertura em cada plano. As opções de planos são: 

  • Ambulatorial (cobre apenas consultas, exames e terapias);
  • Hospitalar (cobre internações e pode ser com ou sem obstetrícia, que é o direito a parto);
  • Odontológico;
  • Referência (cobre todas as opções acima, mas também é o mais caro).

4. Saiba quais são os seus direitos

Você já ouviu falar em plano coparticipativo? Nele, a empresa cobra uma porcentagem do valor do plano no holerite dos seus colaboradores. No todo, a mensalidade acaba saindo mais barata à organização.

E se o trabalhador se aposentou ou foi demitido sem justa causa?

 A ANS determina que, nesse caso específico de coparticipação, a empresa precisa dar continuidade ao plano de saúde. Mas isso só serve para algumas situações. Veja se é o seu caso:

  • caso o funcionário pagou no mínimo 50% do valor das mensalidades;
  • se o funcionário não foi admitido recentemente em novo emprego que já oferece assistência;
  • se o funcionário formalizar em até 30 dias (a partir do aviso prévio) o desejo de continuar inserido no plano da empresa.

5. Estude quais as possibilidades de contratação

Existem basicamente 3 tipos de plano: individual ou familiar, coletivo por adesão ou coletivo empresarial. 

Geralmente, os planos coletivos saem com preço mais baixo em relação aos planos contratados por você. Por isso, já vale ficar de olho nas vagas que oferecem plano de saúde.

Se a empresa em que você trabalha não oferece plano nenhum, ou você está desempregado, existe uma alternativa. É possível contratar um plano empresarial através do MEI, que é o Microempreendedor Individual. Nesse caso, é necessário abrir uma empresa e ter CNPJ. 

Por fim, uma dica extra!

Existem sites que facilitam a sua vida e simulam os preços dos principais planos de saúde. Eles levam em conta a categoria do plano (se individual, familiar ou empresarial) e a faixa etária do contratante. 

Escolher um plano de saúde mais em conta é possível, desde que você pesquise muito bem todas as opções do mercado. Além disso, a autoavaliação é fundamental! É preciso ser realista para identificar o que você realmente precisa no momento e quais as suas possibilidades financeiras

Mesmo que não contrate nenhum plano de saúde, é possível buscar alternativas Neste post, mostramos algumas delas para você não sair prejudicado! Afinal, a saúde deve ser sempre a nossa prioridade.

 

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