Como identificar e fugir dos juros abusivos? Saiba agora mesmo!

juros abusivos

Embora o Brasil possua muitas linhas de crédito para os mais variados produtos e serviços do mercado financeiro, um grande entrave para a estabilidade do brasileiro são os juros abusivos.

São considerados vilões porque, muitas vezes, as pessoas não identificam rapidamente essa prática abusiva. Mas, não podemos esquecer da necessidade imediata por dinheiro, tipo de ação que nos faz decidir situações baseadas na urgência e no emocional, em vez de usar a razão e evitar problemas futuros.

Por isso, preparamos esse artigo, repleto de informação, para que você observe os valores praticados no mercado, identifique e fuja dos juros abusivos. Confira!

O que são juros abusivos?

Talvez, o conceito de juros abusivos não seja conhecido por boa parte da população, mas é consenso que uma tarifa anual de 318,7% no cheque especial, e de 300% ao ano, como ocorre com o rotativo do cartão de crédito, são consideradas taxas de juros abusivos.

Os valores acima foram compartilhados pelo Banco Central, em uma média calculada ao longo de 2020. Mesmo assim, nos vemos diante de difíceis decisões para honrar compromissos financeiros e evitar o acúmulo de dívidas.

Na prática, podemos definir os juros abusivos como taxas superiores ao retorno que as instituições bancárias recebem, ao conceder um empréstimo, por exemplo. Nesses casos, o lucro existe para manter as instituições e quando os percentuais praticados fazem com que o cliente torne-se vítima, podemos dizer que essa cobrança é exagerada, injusta e abusiva.

E os juros, o que são?

Para complementar a informação de maneira didática, os juros simbolizam as remunerações devidas a quem concedeu o empréstimo. Geralmente, são percentuais aplicados sobre o valor total do crédito, o que diminui a probabilidade de o correntista não devolver a quantia concedida.

Por isso, o cheque especial tem uma taxa de juros abusiva. As conveniências e desburocratização dos solicitantes fazem com que as empresas considerem um risco elevado acumular clientes inadimplentes. É, inclusive, o que ocorre no Brasil.

Como saber se a taxa de juros é abusiva?

Não existe uma tabela precisa que nos informe quando a taxa de juros é abusiva. No entanto, deve ser feita uma pesquisa com diversos tipos de instituição a respeito do crédito que você procura. Veja alguns exemplos:

  • Instituições bancárias de grande porte;
  • Instituições bancárias de pequeno e médio porte;
  • Fintechs, e outras empresas especializadas

Com esse exercício, você conseguirá analisar a média da taxa de juros que essas organizações oferecem aos seus clientes.

O próprio Banco Central é uma boa fonte de informação, pelo fato de atualizar constantemente as taxas médias que as instituições financeiras oferecem. 

Veja abaixo as médias dos juros praticados em diferentes modalidades de crédito, disponibilizadas no site do Banco Central durante 2020:

  • Cheque especial — 318,7% ao ano;
  • Rotativo do cartão de crédito — 300,3% ao ano;
  • Parcelamento do cartão de crédito — 175,2% ao ano;
  • Crédito pessoal — 119,5% ao ano;
  • Empréstimo com garantia de veículo — 17,88% ao ano;
  • Empréstimo consignado privado — 16,06% ao ano;
  • Empréstimo com garantia de imóvel — 11,88% ao ano.

Conhecer a média do mercado facilita, e muito, entender e saber quando a taxa de juros é abusiva.

Como calcular juros abusivos?

O primeiro passo é ler atentamente todos os tipos de contratos, antes de assiná-los. Sejam eles sobre rescisão com a administradora de condomínio, fornecedores, vendas no geral e até mesmo os contratos de trabalho.

Vale, também, questionar o profissional responsável pela negociação e entender todas as cobranças que serão contabilizadas na sua oferta de crédito.

Além disso, existe o valor expresso nos contratos, que nada mais é do que a taxa de juros somada ao custo efetivo total (CET) da operação. Isso facilita o entendimento antecipado do quanto você busca de crédito e o quanto terá que pagar, ao final das parcelas.

Outra dica interessante é utilizar a calculadora do cidadão, uma ferramenta disponibilizada pelo Banco Central que simula a porcentagem baseada nos dados do empréstimo que você deseja. Feito isso, a plataforma acusa se os juros estão dentro da lei.

Como proceder à prática de juros abusivos?

Supondo que você tenha um contrato de crédito e percebeu juros abusivos, existem  algumas alternativas para correr atrás dos seus direitos e conseguir melhores condições de pagamento.

Abra uma ação revisional de juros e caso o pedido seja acatado, o contrato de empréstimo pode ter seus encargos atualizados. Para isso, é necessário recorrer ao Procon ou à justiça.

Fora isso, tem a solicitação de portabilidade de juros. Trata-se de uma mudança na sua linha de crédito para uma instituição cujas condições oferecidas sejam mais em conta. Ela funciona de maneira similar à portabilidade das linhas telefônicas e é um direito do consumidor.

Dica: É possível exigir a portabilidade, quando a taxa de juros for abusiva e o cliente se sentir lesado. 

Entre em contato direto com o banco ou a instituição financeira com a qual você mantém o contrato e solicite o extrato com o saldo devedor. Ambas as instituições (a antiga e a atual) trocarão as informações necessárias e você assumirá uma nova dívida, com novas taxas e valores de acordo com a renegociação.

Como evitar as linhas de crédito independentemente dos juros cobrados?

Você deseja não se enrolar com as finanças? É simples. Ter e manter uma organização financeira ajuda muito na avaliação de boas oportunidades ao solicitar um financiamento, empréstimo pessoal ou qualquer outro tipo de crédito.

Para isso, separamos três dicas valiosas:

  1. Pesquise muito e em diversos sites. Mas, lembre-se de negociar somente com empresas confiáveis;
  2. Compare e veja qual é a média praticada pelas instituições;
  3. Reflita a necessidade dessa linha de crédito no momento,
  • Questione se um planejamento financeiro pessoal não seria o suficiente para resolver a situação.

Agora que você entende o conceito, como calcular e o que fazer com a cobrança de juros abusiva, que tal saber mais sobre saúde financeira, recursos humanos e gestão? Acompanhe o blog do Xerpay e siga nossos perfis no Facebook, Instagram, LinkedIn e Twitter.

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