Quais são os tipos de escalas de trabalho? Conheça agora!

tipos de escala de trabalho

Você sabe quais são os tipos de escalas de trabalho autorizadas pela CLT? Elas existem para que todos os colaboradores desempenhem suas atividades de forma condizente com seus cargos e profissões dentro de uma empresa.

Por esse motivo, é importante que os contratantes se atentem às especificações de cada uma delas e não tenham problemas futuros relacionados ao esgotamento físico e mental dos funcionários, além da insalubridade.

No artigo de hoje responderemos as principais dúvidas sobre o tema. Por exemplo:

  • Quem trabalha 6×1 trabalha quantas horas por dia?
  • Como funciona a escala de trabalho 2×2?
  • O que é escala de trabalho 12×36?
  • Como fazer uma escala de trabalho?

Entenda o funcionamento de cada uma delas e disponibilize-as aos funcionários de acordo com o perfil da sua empresa. Confira esse artigo e saiba tudo sobre os tipos de escala de trabalho.

Boa leitura!

Tipos de escalas de trabalho: Conheça as 6 principais aprovadas pela CLT

Como dissemos anteriormente, a escala de trabalho define o tempo que cada profissional deve trabalhar na empresa, o que varia conforme os diferentes cargos e funções.

Basicamente, existem 6 tipos de escalas de trabalho permitidas pela CLT, cada uma seguindo o próprio conjunto de regras:

  • Escalas contabilizadas por dias: 5×1, 5×2 e 6×1;
  • Escalas contabilizadas por horas: 12x×36, 18x×38, 24x×48. 

Para garantir uma carga horária justa aos colaboradores, é essencial que o time de gestores conheça o funcionamento de cada uma das escalas. Veja a seguir:

1. Escala 5×1

A escala 5×1 permite que, a cada 5 dias trabalhados, o funcionário tenha 1 dia de folga. 

Nesse caso, não existe dia fixo para descanso, e varia conforme o acordo entre empresa e empregado. De acordo com a CLT, a jornada de trabalho não deve ultrapassar 8 horas diárias, ou 44 horas semanais. Portanto, na escala 5×1, a duração máxima de trabalho deve ser de 7 horas e 20 minutos.

O uso da escala 5×1 é indicado para empresas que precisam funcionar todos os dias e que a interação humana seja obrigatória para a conclusão dos serviços. Geralmente, essa escala é usada em áreas como a de telemarketing, por exemplo.

2. Escala 5×2

Esse é o tipo de escala mais comum no mercado de trabalho. O profissional trabalha 5 dias na semana e tem direito a 2 folgas, que podem ser consecutivas ou não. 

Nessa jornada, o colaborador deve trabalhar diariamente 8 horas e 48 minutos de trabalho diário. Caso, eventualmente, seja necessário fazer hora extra, o valor do salário deverá ser acrescido de acordo com o período trabalhado a mais ou, pagas em dobro, quando o funcionário tiver que exercer suas atividades nos dias de folga.

De acordo com a CLT, é necessário que um empregado fique fora do local de trabalho por 11 horas consecutivas. Ou seja, ele descansa nesse período, entre uma jornada e outra.

3. Escala 6×1

Na escala 6×1, o colaborador trabalha 6 dias e folga um. Geralmente, nesse tipo de jornada o funcionário descansa alternadamente (sábado, domingo ou segunda-feira), dependendo do tipo de empresa ou estabelecimento.

Quem trabalha na escala 6×1 trabalha quantas horas por dia?

Geralmente, os colaboradores dessa jornada cumprem:

  • Seis horas diárias;
  • Ou, em alguns casos, 8 horas por dia, 5 vezes na semana e 4 horas aos sábados.

Atenção: a CLT diz que as empresas definam um domingo de folga a cada 7 semanas. E as empresas que não cumprirem essa regra podem sofrer penalização. 

Você sabe a quem atende a escala 6×1? Ela é mais comum em determinados segmentos, como:

  • Restaurantes, padarias e mercados;
  • Comércios de rua e shopping centers;
  • Empresas de segurança e telefonia;
  • Transporte público.

4. Escala 12×36

Nesse tipo de escala de trabalho, a jornada é contada em horas, em vez de dias. A cada 12 horas seguidas de trabalho, o funcionário descansa 36.

É mais utilizada em atividades que não podem ser interrompidas, como fábricas, indústrias, segurança, área da saúde, entre outras.

As empresas precisam ficar atentas quanto à escala 12×36. Embora essa jornada  permita maior flexibilização do quadro de funcionários, pode ser mais desgastante.

Você sabe como funciona a escala 2×2?

Ela é parecida com a 12×36, mas os tribunais trabalhistas entendem que, para adotá-la, é necessário que os contratantes realizem um acordo prévio coletivo. Afinal de contas, o funcionário exerce suas atividades durante dois períodos de 12 horas e obtém dois descansos subsequentes.

5. Escala 18×36

Esse tipo de escala de trabalho funciona da mesma forma que a anterior A cada 18 horas de expediente, o funcionário precisa descansar nas   36 horas seguintes.

É mais utilizada nas atividades que exigem longas horas de atuação ininterruptas. Por ser muito exaustiva, a escala 18×36 vale somente em casos excepcionais. 

Para assegurar a remuneração em dobro durante os feriados trabalhados, tais questões devem ser ajustadas mediante acordo coletivo de trabalho.

6. Escala 24×48

Somente atividades específicas funcionam na escala 24×48, pois essa jornada requer muito preparo físico e mental. 

Afinal, não é todo mundo que consegue passar 24 horas seguidas trabalhando, tendo apenas alguns intervalos de descanso!

Por isso, as principais atividades que costumam atuar nesse tipo de escala são: 

  • Bombeiros;
  • Profissionais da saúde;
  • Vigilantes;
  • Policiais;
  • Cobradores de pedágio, entre outros. 

Atenção: o funcionário que trabalha nesta escala exercerá suas atividades durante 48 horas por semana. Portanto, a diferença de 4 horas a mais deve ser computada como horas extras. 

Leia também: quais são as regras do descanso semanal remunerado (DSR) e como calculá-lo?

Agora que você entendeu cada tipo de escala de trabalho, confira dicas valiosas para organizar a jornada dos seus funcionários. Continue a leitura!

Como organizar uma escala de trabalho na empresa?

Você sabe quais são os principais erros cometidos pelas empresas na hora de montar uma escala de trabalho? Veja a seguir:

  1. Anotar os dados manualmente, o que aumenta as chances de erro por cansaço, falta de concentração e atenção;
  2. Esquecer de contabilizar folgas e intervalos;
  3. Desrespeitar os limites de cada jornada;
  4. Não programar as escalas com antecedência.  

Evitando as ações descritas acima, você dará um belo exemplo de gestão!

Dica: é necessário que o RH, junto aos gestores, saibam organizar com eficiência as escalas de trabalho dos colaboradores! 

Por isso, separamos 3 dicas fundamentais para ajudá-lo nesse processo. Confira:

Controle de ponto

Para saber se as obrigações dos colaboradores são cumpridas de acordo com suas funções e carga horária, é aconselhável registrar as jornadas individuais de cada um dos funcionários. E, para isso, é necessário contar com a ajuda de um bom sistema.

Atualmente, o ponto eletrônico é o meio mais seguro e confiável para a contabilização dos horários. A leitura é feita por meio de um cartão magnético ou biometria, sendo que os dados ficam armazenados na memória do equipamento. Ele também emite um  comprovante impresso, o que serve de garantia para o próprio trabalhador.

Fique atento, pois o controle de ponto é obrigatório para estabelecimentos com mais de 20 colaboradores. 

Planilha

As planilhas também são boas aliadas no controle das escalas. A partir de fórmulas já prontas, você insere os dados dos colaboradores para que o documento contabilize e acuse os dias relativos ao trabalho e à folga.

Empresas que não têm muitos funcionários geralmente optam por  esse tipo de controle. Mas, antes de usá-lo, é necessário analisar o número de colaboradores. Será que o RH terá tempo suficiente para conferir e fechar todas as folhas de pagamento no prazo correto?

Softwares de gestão

Se o seu objetivo é facilitar a gestão das escalas de trabalho, o mais indicado é buscar por um sistema seguro e integrado para gerir o departamento de forma rápida, inteligente e reduzindo custos!

No mercado, existem softwares que permitem funções como aprovação remota dos dispositivos para registro, banco de horas, fechamento de folha de pagamento, registro de ponto offline, entre outras. 

Mesmo que os colaboradores do RH da empresa tenham certa familiaridade com esses assuntos, é importante a atualização sobre as principais tendências do mercado, sem contar nas eventuais mudanças da lei. 

Você não concorda? É o que veremos no próximo tópico!

O que muda com a reforma trabalhista de 2017?

A reforma trabalhista de 2017 trouxe consigo um conjunto de novas regras criadas pelo governo federal, a fim de atualizar e reformular a CLT

Antes da reforma trabalhista, não havia nada que regulamentasse o tipo de escala 12×36. Com a aprovação da lei nº 13.467/2017, a jornada foi expandida para todas as categorias, além de permitir a adesão via acordos individuais escritos.

Outra mudança diz respeito ao período de descanso. Antes, o funcionário que trabalhava por mais de 6 horas diárias tinha direito ao período de, no mínimo, 60 minutos e, no máximo, 120 minutos para o horário do almoço. Agora esse intervalo pode ser negociado, desde que tenha, pelo menos, 30 minutos.

 Conforme § 1º do Artigo 48, a lei diz que: 

“não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário do registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários”.

Leia também: Rescisão por acordo: conheça as mudanças da reforma trabalhista.

Vimos que existem 6 tipos de escalas de trabalho autorizadas pela lei, divididas entre jornadas contabilizadas por dia e por horas. Cada uma delas é voltada para determinados tipos de atividades, e cabe aos gestores da empresa analisarem o que é mais adequado para seus funcionários.

Agora que você sabe como fazer escala de trabalho,  busque por sistemas e equipamentos que otimizem o controle de horas. 

Hoje em dia, as empresas que não se modernizam perdem espaço para a concorrência e têm gastos desnecessários! Por isso, não deixe de atualizar os processos do seu negócio!

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